Série: Diários de Bordo – Dançando Além das Fronteiras: Argentina 2024
No terceiro diário, Mayrla Andrade reflete sobre a experiência de circular, dançar e ocupar espaços de memória em Buenos Aires. A cidade passa a ser percebida como território de criação, onde o corpo lançado à rua abre novas possibilidades de presença.
A produção dos vídeos-dança aparece como um modo de dançar a cidade. Cada espaço instaurou um tempo próprio, ora onírico, ora concreto, atravessado por gestos, imagens, sonoridades, desejos, sonhos, dores e afetos.
Ruar em Buenos Aires tornou-se uma poética pública. Para Mayrla, observar, viver, sentir e ser afetada pelo universo cultural da cidade foram dispositivos para ressignificar as coreografias criadas no intercâmbio.
O diário também registra que os vídeos-dança produzidos integrariam o documentário preparado pelos artistas do Dança Carajás, preservando fragmentos da experiência vivida.
Circular, dançar e ocupar espaços de memória na cidade apareceu como modo de lançar o corpo na rua.
Ficha do diário
- Data do diário: 21 de fevereiro de 2024
- Tripulante: Mayrla Andrade
- Humor registrado: Adaptação e ansiedade
Texto preparado a partir do diário de bordo original da participante, com revisão editorial para leitura pública.
